Medidor de Potência. 7 Principais termos que você precisa conhecer
Os medidores de potência ainda são caros para a maioria dos ciclistas, mas já estão com preços bem mais reais. Treinar com potência pode fazer toda diferença na sua evolução, por isso é bom entender um pouco mais sobre o assunto.
De cara já adiantamos, você não precisa ser um gênio da matemática, na verdade, se focar nos principais números que o potenciômetro oferece você já vai se beneficiar bastante.
Em termos de treinamento, talvez o medidor de potência seja o mais revolucionário dos últimos tempos, tanto para o Road Bike (speed), como para o MTB.

Principais termos do Medidor de Potência
Já é comum durante os pedais ou nas resenhas ouvirmos termos como IF, Potencia média, FTP e NP. Mas afinal, o que são estas palavras e o que significam, e mais, como observá-las e medi-las pode me tornar um ciclista mais rápido?
Vamos começar pelos menos usuais até chegar nos termos mais comuns e usados pelos ciclistas e treinadores.

1 – Kilojoules
Kilojoules é a unidade de medida de energia usada para se calcular a quantidade de energia produzida por algum trabalho. No caso do ciclismo é a energia produzida para gerar o nosso movimento.
Conhecer os kilojoules gastos é importante para se calcular a quantidade de nutrientes que precisaremos ingerir para repor tudo que foi gasto durante a atividade física. Sendo assim, seja para emagrecimento ou para o crescimento da performance, esse é um dado muito valioso.
2 – Watts/Kg

Muitas vezes um ciclista magrinho consegue ser mais veloz do que um ciclista muito forte e com muitos músculos, especialmente nas longas distâncias e nas subidas.
Por mais potência que estes ciclistas grandes gerem, eles geralmente não escalam tão bem ou não são grandes passistas.
Mas se são mais fortes e geram mais potência, porque não são mais rápidos? A resposta é a relação Watts por Quilo (watts/kg).

Por exemplo, um ciclista de 90kg com um FTP de 300 watts tem uma relação de 3,33 watts/kg, já um ciclista de 75kg com 270 watts tem uma relação de 3.6 watts/kg.
Por tanto, apesar de gerar menos potência, ele carrega menos peso por Watts gerado e possivelmente vai ser mais eficiente em subidas, por exemplo.
3 – Efficiency Factor

Efficiency Factor (EF) ou Fator de Eficiência é a relação entre a sua frequência cardíaca e a sua potência. Ele cruza a sua frequência cardíaca média versus a potência gerada no treino.
Quanto mais condicionado e treinado, mais baixa é a média da FC e maior é a potência gerada. Quando a sua FC começa a subir e a não é acompanhada pelo aumento da potência é sinal que está cansado, treinando demais ou em início de overtraining.
Por tanto, ficar de olho no seu Efficiency Factor pode indicar previamente uma piora no rendimento, ou apontar que a evolução é consistente e que está no caminho certo.
4 – Intensity Factor

O Intensity Factor (IF) ou Fator de Intensidade é usado para calcular a intensidade do seu treino e é usado não apenas depois do treino concluído, mas durante para balizar o quão intenso se da um esforço.
Treino concluído, o IF ainda pode servir de referência para evitar esforços muito grandes que acabem prejudicando os demais treinos da semana, por exemplo.
No Traininig Peaks por exemplo, o IF se chama TSS, que significa em português Placar de Stress e do Treino.
Isso pode ser útil, especialmente para atletas que fazem muita força em todos os treinos, acompanhando seu IF é possível saber quando se extrapolou o programado numa atividade. Também pode ajudar o melhor ponto nos treinos regenerativos e para criar simulados de provas, por exemplo.
5 – Potencia Máxima

Potência Máxima ou Max Power mede a potência média máxima, e não o pico de potência gerada durante um treino, por isso alguma confusão quando se encontra o termo Average Power.
Apesar de popular entre os ciclistas, a Avg Power não reflete muito o que de fato foi um treino ou uma prova. Por exemplo, digamos que numa mesma prova, um atleta tenha realizado ataques e defesas, enquanto outro ficou mais conservado no pelotão. É possível que os dois tenham médias de potência muito próximas, enquanto que na realidade um foi muito mais combativo e deve terminar muito mais cansado, compreende?
6 – Potência Normalizada

Potência Normalizada ou Normalized Power já expressa com mais fidelidade a “sofrência” de uma prova ou um treino. Este algoritmo é capaz de extrair uma média de potência sobre as variações do seu treino.
Encontrada a NP é possível calcular um índice composto pela Avg Power dividida pela NP. Em certos casos, a variação ideal é o resultado de 1:1. Num contra relógio por exemplo algo maior que isso pode indicar que o atleta vai quebrar se mantiver esse ritmo.
7 – FTP ou Limiar de Potência Funcional

Entender o que é o FTP não é complicado, o índice representa a potência mais alta que você consegue segurar por 60 minutos. Apesar da matemática simples, encontrar o seu FTP ou limiar de potência funcional deve ser a sua prioridade se vai treinar com potênciometro.
Você deve se esforçar bastante no teste e o seu FTP deve ser o mais fidedigno possível, pois é sobre os resultados dele que serão feitos todos os cálculos das zonas de treino.
Então, se fizer corpo mole nos teste o seu FTP ficará muito aquém da realidade e os estímulos dos treinos não explorarão o seu potencial máximo, ao passo que, se inflar seu FTP o esforço pode ser muito grande e acabar prejudicando a sua evolução.