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Upgrades para sua mountain bike com boa relação custo x benefício

Você comprou sua mountain bike a um tempo, e é feliz com ela. Está adaptado e se sente bem no pedal, além disso, confia no quadro e gosta da geometria. Entretanto, acho que pode torna-la um pouco mais eficiente e confortável. Pois bem, então está na hora de começar a pensar em upgrades que realmente tenham bom custo benefício.

Sendo iniciante ou avançado no mundo das competições, a lista a seguir trará uma excelente relação entre custo x benefício. São peças ou componentes que de acordo com muitos mountain bikers experientes são eficientes e apresentam ganhos reais de performance, pilotagem e conforto.

Dica 1 – Pneus da Mountain Bike

Os pneus são o único ponto de contato da bicicleta com o solo, por tanto, a sua importância é indiscutível.  Não adianta começar uma saga em busca do melhor pneu do mundo, pois para cara região existe um tipo de solo e cada ciclista apresenta uma condição de pilotagem diferenciada.

Comece a escolha do seu pneu levando em conta os principais terrenos em que mais roda, seu perfil de pilotagem e a relação custo x benefício. A escolha de bons pneus está definitivamente mais fácil hoje, um pneu com lateral de kevlar está muito mais barato do que a uns anos atrás. A variedade também cresceu muito, por tanto, nem faz sentido falar de outro tipo de lateral de pneu.

Perceba que por algumas gramas a mais, coisa de 20 gramas por exemplo no caso dos pneus Schwalbe Racing Ralph 2.1, você consegue mais proteção lateral em uma mesma linha de produtos. Isso pode ser muito importante se sua região tem pedras ou vai andar por trilhas criadas recentemente. Essa banda mais resistente evita cortes, numa prova, isso pode lhe custar o pódio.

Se seu terreno é muito seco e batido, tente evitar pneus com compostos de borracha muito macios, eles vão gastar rapidamente e pode lhe tirar um pouquinho da rolagem. Se vai andar em terrenos mais úmidos, com terra fofa e solta, ou se vai andar em trechos técnicos com descidas, ai sim, opte por pneus mais macios. Elas vão te ajudar a curvar melhor, frear melhor e a evitar a perda de energia em retomadas.

Pneus com compostos duplos, podem equilibrar isso, e nos dois casos, a quantidade e o espaçamento dos cravos seguem a mesma regra.

Sobre os cravos, escolhas o pneus com cravos maiores e mais espaçados para a frente da bike, eles vão te ajudar muito em diversos tipos de curvas e nas frenagens. Na roda traseira, os pneus podem abrir mão do grip em troca de mais rolagem, porém fique atento a tração, especialmente nas subidas técnicas. Uma derrapada na subida pode lhe fazer descer da bike, e dependendo da inclinação da subida, isso pode representar uma perda de tempo muito grande.

Dica 2 – Conversão em Tubeless

O sistema tubeless está consolidado, converter uma roda para o formato sem câmara já não é mais uma obra de engenharia. Kits tubeless existem aos montes e realmente a conversão é bem simples e segura.

Basicamente pode ser feita em casa, e você vai precisar uma boa fita especifica para tubeless, depois limpar muito bem a parte interna da sua roda para que a fita fique muito bem fixa e, um pisto também para tubeless, já que agora não tem mais o pisto da câmara. Feita a conversão é só escolher o melhor selante e um bom pneu.

O sistema tubeless, especialmente no mountain bike ganharam popularidade muito rápido. Eles permitem o uso do pneu sem câmara de ar, funciona bem com uma quantidade menor de pressão sem perda da rolagem. O sistema tubeless ainda aumenta significativamente o grip e a tração, reduz o peso e quase elimina os problemas com furos e, se não bastasse, deixa a rolagem mais macia.

As rodas de mountain bike mais modernas já são tubeless ready, ou seja, descartam até o uso de fitas, bastando apenas o pisto, selante e o pneu.

Dica 3 – Selim

Todo mundo é diferente, então um selim perfeito para todo mundo é algo quase impossível de ser ver. O mesmo selim que é confortável para você, pode ser uma tortura para outra pessoa.

Selins de má qualidade deixam seu bumbum dolorido e chegam até a cortar o fluxo sanguíneo comprimindo vasos e nervos. O que não é nada bom!

O selim errado também pode fazer com que você ande em uma posição inadequada ou fique o tempo todo se mexendo em busca de conforto. Isso pode levar a problemas de alinhamento, desequilíbrios musculares, bem como afetar sua entrega de força.

A melhora da performance muitas vezes está nos detalhes, e por isso o selim consta em nossa lista de upgrades, não só para mountain bike, mas para todo tipo de ciclismo, inclusive o de estrada.

Dica 4 – Manoplas ou Punhos

As manoplas ou punhos são um dos três pontos que que o ciclista tem contato direto com a bike. Assim como os selins, trocar os punhos podem não representar ganho direto de performance, mas a escolhe incorreta dos punhos podem causar dores e incomodo.

Seu braço poderá ficar de dormente até dolorido e em casos extremos até causar alguma lesão. Uma delas é a lesão no nervo unlar, que se não tratado, pode causar um mal irreversível na mão do ciclista.

Além disso, uma boa manopla também transmite firmeza e segurança na pegada, o que deixa o ciclista confiante para curvas agressivas, sprints e saltos.

Dica 5 – Canotes

O canote pode uma forma barata de tirar um pouco de peso da sua bicicleta, é mesmo que parece um produto simples, existem diferenças entre os mais diversos tipos e marcas.

Produzir canotes leves e resistentes não é tarefa fácil, a escolha de materiais que consigam suportar o peso do ciclista, mesmo sob condições ruins como em saltos e descidas técnicas acaba sempre podendo encarecer o preço final. Por tanto, desconfie de qualquer componente super leve e que será submetido a muita pressão com preços super em conta. O barato pode sair muito caro!

Alguns detalhes como diâmetro do canote também devem ser considerados, até porque, isso é algo que não vai conseguir mudar, a menos que troque de quadro. Dessa forma, fique atento ao diâmetro de canote que seu quadro suporta.

Dica 6 – Mesa ou avanço

No Brasil pelo menos, a mesa negativa se popularizou após vários ciclistas confirmarem que a bike escalava melhor. E isso não está errado, e falamos muito mais sobre isso no artigo: Mesa Negativa MTB. Te ajuda a subir melhor e mais rápido? Vale a pena a leitura!

Contudo, o maior benefício da mesa negativa está mesmo ligado a posição aerodinâmica. Isso vale tanto para o ciclismo de estrada quanto para o mountain bike.

De acordo com o Dr. Xavier Disley, fundador do AeroCoach, “uma redução na altura da mesa em algo próximo a 20mm poderia economizar de 6 a 10 watts em resistência aerodinâmica”.

O mais interessante, é que falamos de uma velocidade de apenas 20km/h, o que parece bem compatível com a velocidade média de uma mountain bike num circuito de XCM conduzida por um atleta amador treinado.

Por tanto, a menos que você passe a maior parte do tempo dos seus pedais, treinos ou provas em subidas absolutas, a mesa negativa trás os melhores benefícios na questão aerodinâmica.

Dica 7 – Rodas mais largas e mais eficientes

Não importa a modalidade do ciclismo, as rodas são sempre os upgrades com maior performance. Alguns ciclistas dizem: basta trocar as rodas para ficar mais rápido.

E essa afirmação é verdadeira, desde que você escolha rodas com bom peso rotacional, bom conjunto de cubos, rolamentos confiáveis e com uma raiação muito bem casada com as folhas de aro.

Pra te ajudar ainda mais nisso, recomendamos que leia este artigo antes de comprar suas próximas rodas: Roda A25. Leve, rolamentada e pronta para tuberless.

Tome cuidado com rodas “montadas”, nem sempre elas apresentam o melhor projeto, ou podem não se adequar para seu peso e estilo. Por isso, opte por rodas de série, concebidas por projetos que conseguem casar cada detalhe.

Desde a raição a resistência das folhas de aro, pois, como a experiência já nos mostrou, folhas de aro multo fortes em raiação fraca, causa torção em curvas, e raios fortes com aros ruins, criam deformações nas frenagens. E não queremos isso.

Cubos Session Six Monkeys com raios trefilados e nipples Sapim Secure Lock

O conjunto equilibrado além de evitar torções e deformações em curvas, ainda permitem sprints fortes sem medo de empeno e dissipação de energia.

Tamanho interno do Aro, atenção nisso!

As rodas mais modernas atualmente contam com distancias internas de 25mm â 30mm. Como é o caso das rodas A25 Session em alumínio, consideradas um dos melhores custos x benefício. Ou a C26, a roda da Session em carbono 26mm internos, e com o que existe de melhor nos componentes de montagem.

Outra vantagems das rodas A25 e C26 é que ambas são tubeless ready, ou seja, são prontas para tubeless. Basta escolher o seu selante e calçar os pneus, e pronto, é só rodar!

As rodas com perfil interno mais largos apresentam ampla vantagens sobre os modelos mais estreitos e ultrapassados. Com uma roda mais larga o ciclista consegue calçar pneus mais largos e, deixá-los com um pouco a menos de pressão. Por consequência, isso não diminui a rolagem e melhora significativamente o grip e a sua tração, bem como o poder de frenagem.

Por tanto, ao se falar em upgrades de rodas atualmente, não é possível considerar uma roda estreita, seria como trocar seis por meia dúzia realmente.

Esperamos que tenham gostado das dicas! Nosso blog tem muitos outros artigos bacanas para performance, saúde e dicas para melhorar a sua bike. We make, you faster!

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