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Ciclismo: Medidor de Potência ou Medidor de Freqüência Cardíaca?

Qual o melhor método de controlar seus treinos e ficar mais rápido sobre a bicicleta? Medidor de Potência ou Freqüência Cardíaca? Ou eles são complementares?

Desenvolver força e velocidade é um objetivo comum entre muitos ciclistas, e embasar-se em dados é uma estratégia eficaz para realizar seus treinamentos.

Medidor de Potência ou Medidor de Freqüência Cardíaca?

Quem gosta de dados e de medir resultados e performance no ciclismo nunca teve tanta facilidade como agora. Isso porque os preços de medidores de potência caíram significativamente e, agora, esse tipo de aparelho não é mais exclusivamente procurado por profissionais; mas tem se tornado comum também para amadores.

Atletas do triathlon já usam medidores de potência a muito tempo e por isso colhem os benefícios do treinamento com base na força..

Com essa mudança de cenário, vamos te ajudar a escolher o que é mais recomendado fazer caso você queria elevar o nível do seu treino. O que é mais importante? Focar na medição da força ou nos resultados captados pela cinta de frequência cardíaca?

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Na verdade, os dados provenientes dessas medidas ajudam a compreender o nível de trabalho realizado em pontos específicos do seu treino.

Na ausência desses números, o único indicador disponível seria a Taxa de Esforço Percebido ou percepção do esforço. Esta se trata de uma escala que mede o grau de esforço empreendido em atividades leves ou pesadas usando uma classificação de 1 a 10. Contudo, essa taxa pode ser frágil em sua interpretação, considerando a dependência de como o atleta se sente no dia do treino.

Quando, porém, mede-se a potência ou a frequência cardíaca, obtém-se um feedback do treino; e isso torna possível a criação de uma referência que vise a adequação aos seus objetivos em treinamentos posteriores – como por exemplo o aumento do sprint ou da resistência. Logo, é possível a maximização da produtividade, uma vez que será possível realizar a leitura do grau de dificuldade e, assim, saber quando se deve empreender mais esforço em determinado ponto do trajeto ou do tempo.

Treino com medição de frequência cardíaca: Vantagens e desvantagens

Atualmente o treino com o monitor de frequência cardíaca é o método mais popular quando se pensa em treinamento monitorado.

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Vantagens do Monitor de Frequência Cardíaca

  • Observar a frequência cardíaca garante a percepção do funcionamento do sistema cardiovascular. A comparação se dá entre os dados obtidos com o corpo em repouso e aqueles obtidos no máximo da frequência cardíaca. Esse confronto de informações possibilita a definição das zonas de treino sobre as quais serão baseados os esforços de trabalho.
  • O monitoramento de frequência cardíaca permite a verificação de uma iminente doença ou de um excesso de treino. Uma maneira de fazer essa leitura é a observação de altos números na frequência cardíaca durante o repouso do corpo. O aparelho também é capaz de produzir indicadores de fadiga.
  • Os monitores de frequência cardíaca possuem atualmente um preço acessível; são de simples uso, ajuste e interpretação de dados.

Desvantagens do Monitor de Frequência Cardíaca

  • A frequência cardíaca não pode ser sempre considerada um indicador de boa precisão para o treino quando o atleta estiver doente, sob estresse ou medicado. Nesse caso, as já citadas zonas de treino não serão bem definidas nem atingidas, e o desempenho será inferior ao desejado.
  • É possível também que haja um retardo nos números da frequência cardíaca. A suscetibilidade desse atraso pode comprometer a interpretação sobre quando se deve empreender mais esforço num determinado período do treino.
  • As correias usadas nos aparelhos podem causar desconforto durante o treino.
  • Suscetibilidade de influência de fatores externos.

Treino com Medidor de Potência: Vantagens e desvantagens

A cada ano os medidores de potencia ficam mais acessíveis e novos modelos são lançados, o que aumenta a competitividade e torna o produto mais atraente para os ciclistas.

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Vantagens do Medidor de Potência

  • Por se tratar de uma medida menos afetada por condições externas, essa medição tende à produção de valores absolutos – diferente da medição cardíaca, que possui flutuações a depender, por exemplo, do sono, da altitude, da temperatura e do nível de hidratação. Por isso, medir a energia permite o acompanhamento da progressão do atleta. Exemplo: uma vez que o esportista investe em doze semanas de treino, no uso de um medidor de energia, fazendo sempre 200 Watts, ele será capaz de perceber o quanto precisa se esforçar para manter aquele ritmo, pois sempre terá aquele valor como parâmetro.
  • O medidor de energia ganhou muito espaço no mercado e se tornou mais fácil de ser encontrado.
  • Medidores de energia são mais eficazes em medições de curto período. Diferente daqueles que medem a frequência cardíaca, estes não possuem retardo de informações. O que se vê na da tela do aparelho corresponde com exatidão à força empreendida nos pedais. Ou seja, ao iniciar a pedalada, o número do visor sobe; ao frear, ele cai imediatamente. Logo, as zonas de treino podem ser mais bem estabelecidas e interpretadas. Obtém-se, assim, um reflexo mais fiel do esforço realizado.

Desvantagens do Medidor de Potência

  • Apesar da facilidade de serem encontrados no mercado, os medidores de energia não são necessariamente acessíveis financeiramente. Ainda que tenha havido queda nos preços nos últimos anos, esses aparelhos ainda são bem mais caros que os medidos de frequência cardíaca. Logo, acabam por ser adquiridos majoritariamente por atletas com maior poder aquisitivo.
  • Medir a energia empreendida no treino pode acabar “viciando” o atleta a responder rigorosamente aos dados fornecidos pelo aparelho, apenas levando em consideração o uso da força. Contudo, há de se salientar que existem outros fatores a serem observados, como as técnicas de velocidade por exemplo. Enrijecer o plano de treino pode acabar tornando a prática ciclística em algo obsessivo, quando atletas se escravizam pelos dados, e pedalam deliberadamente para não verem a energia caindo.
  • Os dados dos medidores não são tão fáceis de serem analisados. Pior, eles podem ser mal interpretados, e isso pode trazer risco de execução nos treinos. O ideal é que o ciclista tenha um profissional que o auxilie no treinamento, maximizando a utilidade dos dados no plano do atleta.
  • Os ajustes e programação dos medidores de energia são mais complicados de se realizarem quando em comparação com os medidores de frequência cardíaca.

Posso usar Medidor de Potência e de Freqüência Cardíaca ao mesmo tempo?

Se estiver dentro das suas condições financeiras, é perfeitamente possível – e até recomendado – monitorar tanto a energia quanto a frequência cardíaca. Em conjunto, esses medidores trarão auxílio no rastreamento do treino, visando o ser desenvolvimento e a identificação de fadiga.

Por exemplo, é possível que a força de 290 Watts – cuja leitura se dá pelo medidor de potência – seja mais fácil de ser empreendida em um dia em relação ao outro, ou mesmo de uma parte do circuito em relação a outro trecho. Nesse caso, é o monitor de frequência cardíaca que auxiliará na interpretação do nível de fadiga do corpo naquele momento de produção da energia equivalente a 290 Watts. Esse “casamento” de medidores produz uma leitura mais realista do corpo do atleta sobre a bicicleta.

O aconselhável é realizar a repetição de treinos a fim de que se observe a progressão do atleta e a relação de sua capacidade de exercer uma determinada força com determinada frequência cardíaca (e vice-versa). É esse uso conjunto que permite a identificação do excesso de treino, e, consequentemente, da necessidade de adequar as sessões em zonas de treino, com progressões gradativas, respeitando a resposta corporal.

O mais importante na decisão do uso conjunto desses aparelhos é levar em consideração o objetivo do ciclista. Talvez a utilização de dois aparelhos não seja altamente demandada para quem só deseja diversão, como um hobby. Contudo, se o intuito é o desenvolvimento contínuo, com feedbacks regulares sobre a resposta corporal aos treinos, a aquisição de ambos medidores é altamente recomendada.

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